Mulheres são líderes mais resilientes em crises, diz diretora-geral do FMI

Dessa forma, a adoção de políticas públicas mais benéficas ao momento são tomadas, segundo diretora-geral do FMI
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por Iana Caramori

Mulheres são líderes mais resilientes em tempos de crise, além de terem mais empatia com os mais vulneráveis como crianças e idosos, afirmou a diretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, ao defender a igualdade de gênero.

A diretora do fundo participou nesta quarta (29) do Fórum de Mulheres para Economia e Sociedade, em parceria com o jornal norte-americano The New York Times.

O resultado de uma liderança feminina seria a adoção de políticas mais benéficas a momentos de crise. Por isso, há a importância de promover a participação igualitária de homens e mulheres em locais de tomada de decisão.

“Sabemos que empresas com mulheres em seus Conselhos são mais fortes, o desempenho é melhor”, apontou a diretora-geral do fundo. O mesmo acontece na liderança de Estados: “Mulheres vão bem, países vão bem.”

Segundo Georgieva, uma pesquisa do Banco Mundial, instituição que também já foi liderada por ela, calculou um aumento de US$ 172 trilhões na riqueza de todo o mundo. Isso se homens e mulheres vivessem em igualdade.

“Não é por causa de números e sim pelo significado da igualdade. Nós tomamos decisões melhores quando temos perspectivas diversas”, completou a líder.

Mulheres são líderes mais resilientes em crises, diz diretora-geral do FMI
Diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva (Foto: Joshua Roberts/FMI)

Impactos da pandemia

Para a diretora-geral do FMI, a pandemia pode levar ao retrocesso do ganhos conquistados na igualdade de gênero.

Segundo Georgieva, mulheres estão mais presentes nas áreas da economia duramente afetadas pelo Covid-19, como o turismo. Também representam a maior parcela da economia informal.

A consequência pode ser um aumento no índice de desemprego entre as mulheres. Além disso, elas realizam mais tarefas domésticas que os homens – cerca de 4,4 horas dessas atividades por dia, contra apenas 1,7 hora deles.

O último risco está ligado ao futuro das meninas, com o fechamento das escolas. Sobretudo em países mais pobres, a educação é muito afetada pela falta de infraestrutura digital que permita aulas à distância.

Para Georgieva, quando as escolas reabrirem, é provável que mais meninos voltem a frequentar as salas de aula do que as meninas. “Essa é uma tremenda perda de capacidade produtiva para o nosso futuro”, destaca.

A diretora-geral do Fundo também enfatizou na necessidade de treinamento de legisladores, que apliquem e se responsabilizem por políticas públicas que auxiliem as mulheres.

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