Programa das Nações Unidas leva merenda em casa durante pandemia

Com as escolas fechadas para evitar disseminação do vírus, cerca de 370 milhões de crianças ficam sem alimentação
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Escolas de todo o mundo tiveram que fechar as portas e cerca de 1,6 bilhão de jovens deixaram de frequentar o ambiente escolar com o início da pandemia do coronavírus. Para 370 milhões deles, a falta de aulas também representa a ausência da refeição mais completa do dia.

“Para milhões de crianças, a merenda da escola é a única alimentação que têm durante o dia. Sem isso, ficam com fome e correm o risco de ficarem doentes”, afirma o diretor-executivo do WFP (Programa Mundial de Alimentos), David Beasley.

Em cooperação com governos de diversos países e o Unicef, fundo das Nações Unidas para a infância, o Programa Mundial de Alimentos vem trabalhando para manter a alimentação dessas crianças, mesmo com as escolas fechadas.

Crianças recebem merenda escolar em escola no Haiti (Foto: WFP/Twitter)

Ação por país

Em La Guajira, no extremo leste da Colômbia, mais de 86 mil estudantes passaram a receber merenda escolar por meio da entrega do alimento a um familiar. A cesta é composta por laticínios, cereais, frutas e óleo de cozinha. Antes da suspensão das aulas, o programa de alimentação nas escolas atendia cerca de 112 mil crianças.

No Congo, as aulas presenciais foram substituídas por programas de rádio e televisão e a merenda escolar passou a ser distribuída em casa. Arroz, ervilha, óleo vegetal, sal e sardinhas estão na cesta entregue às crianças congolesas.

O programa de alimentação no Congo beneficiava 80 mil crianças antes da pandemia do coronavírus. Agora, o benefício chega a 61 mil desses jovens. Alguns deles recebem também quantias em dinheiro.

Já no Camboja, no sudeste asiático, quase 104 mil estudantes de 908 escolas primárias são contempladas pela distribuição de alimentos da agência da ONU. Famílias identificadas como extremamente pobres recebem 10 kg de arroz por criança para mitigar o impacto do fechamento das escolas e outros problemas gerados pelo Covid-19.

A Líbia também foi beneficiada pelo programa. Mais de 18 mil crianças recebem uma caixa de 2 kg de barras de tâmara, fortificadas com vitaminas e minerais. O alimento garante 30% da necessidade nutricionais diárias das crianças e de cinco membros da família.

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