Putin admite pela primeira vez que Rússia enfrenta “problemas” na guerra da Ucrânia

Presidente russo faz rara admissão sobre dificuldades do conflito enquanto Ucrânia intensifica ataques contra infraestrutura de combustível e energia em território russo

A rara admissão de Vladimir Putin de que a Rússia enfrenta “problemas” na guerra da Ucrânia chamou a atenção da comunidade internacional nesta segunda-feira (29). A declaração ocorreu durante um congresso do partido governista Rússia Unida, em meio à intensificação dos ataques ucranianos contra refinarias de petróleo e infraestrutura energética em território russo. As informações são da GB News.

Ao comentar a situação do conflito, Putin afirmou que o governo está ciente das dificuldades e garantiu que continuará atuando para preservar a segurança nacional.

“Sim, vemos os problemas, estamos cientes deles e estamos respondendo a eles. Mas certamente garantiremos a segurança do país e de nossos cidadãos, bem como a inviolabilidade das fronteiras da Rússia”, declarou.

Putin durante a cerimônia de entrega de condecorações estatais, realizada em 21 de maio de 2026, em Moscou (Foto: WikiCommons)
Putin admite problemas

A fala representa uma das raras ocasiões em que o presidente russo reconhece publicamente dificuldades enfrentadas desde o início da invasão da Ucrânia, há quatro anos.

O pronunciamento ocorreu pouco depois de ataques ucranianos atingirem refinarias de petróleo nas regiões russas de Krasnodar e Yaroslavl. Segundo autoridades locais, uma pessoa morreu e outra ficou ferida na ofensiva.

Durante o evento em Moscou, outro episódio chamou atenção. Imagens mostraram Dmitry Medvedev, ex-presidente da Rússia e um dos principais aliados de Putin, aparentemente cochilando enquanto o presidente discursava.

Ataques afetam abastecimento de combustível

Além das dificuldades militares, Putin voltou a mencionar problemas relacionados ao abastecimento de combustíveis na Rússia.

Segundo o presidente, ainda existem filas em postos de gasolina e o governo trabalha para minimizar os impactos dos ataques contra a infraestrutura energética.

Uma força-tarefa acompanha a situação do fornecimento de combustíveis, enquanto autoridades estudam até mesmo restringir as exportações de diesel para preservar o mercado interno.

Ataques contra infraestrutura russa

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os ataques têm como objetivo reduzir a capacidade da Rússia de manter a guerra.

Segundo ele, uma refinaria em Slavyansk, na região de Krasnodar, foi atingida a cerca de 300 quilômetros da linha de frente. Outra instalação localizada em Yaroslavl, aproximadamente 700 quilômetros da fronteira ucraniana, também foi alvo das operações.

Enquanto isso, o Ministério da Defesa da Rússia informou ter interceptado 213 drones durante a mais recente onda de ataques.

Crimeia enfrenta cortes de energia

Na Crimeia, península anexada pela Rússia em 2014, autoridades declararam situação de emergência diante dos cortes de energia elétrica e da escassez de combustíveis.

Representantes da administração instalada pelo Kremlin pediram que a população reduzisse o consumo de eletricidade para evitar novos problemas no abastecimento.

Mesmo diante das dificuldades admitidas por Putin, o governo russo afirma que continuará a campanha militar e que responderá aos ataques contra seu território.

Ao mesmo tempo, a Ucrânia mantém a estratégia de atingir refinarias, depósitos de combustível e outras estruturas consideradas essenciais para o esforço de guerra russo, ampliando a pressão sobre Moscou.

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