Na oposição, coalizão feminina leva eleições na pequena Lituânia

Com 25% dos votos, Cristãs-Democratas dominam Parlamento do país, no Mar Báltico; oposição promete estabilidade
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A partir da próxima terça (3), a Lituânia terá um novo governo composto por uma coalizão de três partidos, todos liderados por mulheres. A nova premiê será, ao que tudo indica, Ingrida Simonyte, da HU-LCD (União Cristã-Democrata Lituana, em lituano).

A sigla conservadora é oposição há oito anos, teve 25% dos votos e conquistou 50 lugares no Parlamento.

Ingrida, que é ex-ministra de Finanças do país báltico, de cerca 2,8 milhões de habitantes, já iniciou negociações com outros dois partidos liberais – o Movimento Liberal e o Partido da Liberdade. Liderada por mulheres, as siglas elegeram 11 e 13 parlamentares, respectivamente.

Com vitória da centro-direita, Lituânia recebe novos parlamentares no dia 3
A líder da União Cristã-Democrata Lituana, Ingrida Simonyte, em pronunciamento no Selmas, em setembro de 2019 (Foto: Selmas/Lituânia)

“Três partidos venceram através de mulheres”, celebrou a ex-presidente do país, Dalia Grybauskaite, no Facebook. “As mulheres não têm medo de assumir responsabilidades em tempos difíceis“.

O Parlamento da Lituânia deve receber os novos 141 integrantes na próxima terça (3).

De acordo com comunicado oficial do Seimas, o Parlamento lituano, neste dia o representantes receberão o certificado de admissão, que dá direito à participação na primeira sessão da nova legislatura.

Atrás dela está a formação de centro-esquerda, LFGU (União dos Agricultores e Verdes, em lituano), do primeiro-ministro Saulius Skvernelis. Com 17% dos votos, o partido elegeu 32 deputados após uma série de escândalos em meio ao aumento de infecções por Covid-19.

Promessa de estabilidade

O presidente lituano, Gitanas Nauseda, já convocou Ingrida e representantes de todos os partidos eleitos ao Seimas para uma reunião de “boas-vindas” na próxima segunda-feira (2), informou a emissora lituana TV3.

Ainda que seja cotada para assumir o cargo de premiê, a política já anunciou que não deseja abalar o “bem-estar” do país. “Quem leu o nosso programa sabe que o bem-estar social não é possível sem confiança”, disse.

Durante toda a campanha, o partido pregou mais transparência e decisões baseadas na ciência – sobretudo após a pandemia. Além disso, o país busca uma maior abertura ao comércio exterior e melhorias na educação.

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