O FMI (Fundo Monetário Internacional) estimou em US$ 20 trilhões a necessidade de investimento público dos países, espalhada em um intervalo de 20 anos, para responder aos impactos de longo prazo da crise do coronavírus.
A estimativa foi divulgada nesta quarta (6), em artigo de especialistas da entidade. Entre as prioridades estão recursos para saúde, infraestrutura e mudança climática.
Com as taxas de juros globais em nível mais baixo, haveria espaço para estratégias massivas de investimento.
Nos países ricos, a modernização da infraestrutura, como estradas, ferrovias, portos e aeroportos seria uma saída vantajosa. Os valores aportados pelo governo seriam recuperados, com lucro, com a valorização desses ativos após as reformas.
Já os países que têm uma situação fiscal complicada, apontam os autores, terão de “equilibrar apoio fiscal de curto prazo, para o estágio de recuperação, com sustentabilidade da dívida em longo prazo”.
Isso significa priorizar investimentos em sistemas de saúde mais eficazes, além de infraestrutura e capital humano – ou seja, educação.
A realização desses aportes em áreas básicas deve levar em conta a responsabilidade fiscal, evitando endividamento do governo, o que encarece a captação de crédito no mercado.
Também é preciso reforçar as estruturas de governança para que os projetos não fiquem parados pela metade. Os especialistas do FMI apontam que, em todo o mundo, um terço dos recursos públicos destinados à construção de infraestrutura se perde por ineficiência.