“Inaceitável”, diz príncipe saudita após acusação de ‘traição’ da Palestina

Críticas aos líderes palestinos aumentam especulação sobre normalização de relações entre Riad e Tel Aviv
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O príncipe e ex-embaixador nos EUA da Arábia Saudita, Bandar bin Sultan bin Abdulaziz, reagiu contra as acusações de “traição” da Palestina após os acordos de normalização das relações com Israel.

“[As críticas] são totalmente inaceitáveis”, disse o príncipe à emissora Al Arabiya. “Esse baixo nível de discurso não é o que esperamos de autoridades que buscam obter apoio global para sua causa”.

A posição de Bandar sinaliza para uma tensão entre Riad e os líderes palestinos. Com os recentes acordos com Tel Aviv, as lideranças do território temem um enfraquecimento da causa palestina. Em protesto, a Palestina deixou a presidência da Liga Árabe no dia 22 de setembro.

"Isso é inaceitável", diz príncipe saudita após acusação de 'traição' da Palestina
O príncipe saudita Bandar bin Sultan bin Abdulaziz (Foto: House of Saud)

“A causa palestina é uma causa justa, mas seus defensores são fracassados. Já a causa israelense é injusta, mas seus defensores provaram ser bem-sucedidos”, disse o príncipe Bandar.

Em entrevista, o príncipe citou a rivalidade dos grupos Hamas e Fatah. “Não me surpreende ver como esses líderes são rápidos em usar termos como ‘traição’ e ‘facada pelas costas’. Essas são as maneiras que lidam uns com os outros”, afirmou.

No dia 19 de agosto, o ministro das Relações Exteriores saudita, Faisal bin Farhan, afirmou que o reconhecimento de Israel só acontecerá se o Estado judeu concordar com a criação de um Estado palestino. Agora, no entanto, há especulação sobre um possível reconhecimento dos sauditas a Israel.

Os sauditas poderiam se beneficiar com o acordo mediado pelos Estados Unidos, como o selado com os Emirados Árabes Unidos e com o Bahrein. Mesmo contra a vontade de Israel, os EUA negociam a venda de armas após os acordos, como já ocorreu com o Egito e a Jordânia.

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