Palestina deixa presidência da Liga Árabe em protesto contra acordos com Israel

Riyad al-Maliki deveria permanecer no cargo até março e anunciou saída em coletiva na cidade ocupada de Ramallah
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O representante da Palestina na Liga Árabe, Riyad al-Maliki, deixou a presidência do grupo nesta terça (22), informou a Al-Jazeera. A renúncia é um protesto aos acordos de reconhecimento de Israel.

Até agora, os Emirados Árabes Unidos e Bahrein assinaram pela normalização das relações com o Estado judeu. Há expectativa que outros países, como o Sudão, Sérvia e Kosovo também optem pelo acordo.

Al-Maliki deveria permanecer à frente da Liga Árabe até março de 2021. O ministro das Relações Exteriores da Palestina, no entanto, anunciou sua saída durante coletiva na cidade ocupada de Ramallah, na Cisjordânia.

“Não há nenhuma honra em ver árabes correrem para a normalização durante a presidência”, disse.

Em protesto contra acordos com Israel, Palestina deixa presidência da Liga Árabe
O comissionário da União Europeia, Dimitris Avramopoulos (direita) e o ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riyad al-Maliki, durante a Conferência da UE e da Liga Árabe na capital da Grécia, Atenas, em novembro de 2016 (Foto: Flickr/Press Avramopoulos)

Na última reunião com a cúpula, no dia 10, Al-Maliki levou a causa palestina ao debate, mas não houve qualquer condenação das lideranças árabes aos acordos firmados após o intermédio dos Estados Unidos.

Os palestinos veem as assinaturas como um golpe à busca por um Estado independente no território ocupado por Israel.

A disputa começou depois da guerra de 1967, quando o Estado judeu ocupou a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. A Liga Árabe reivindica a retirada de Israel das terras ocupadas ilegalmente.

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