Ásia e Pacífico

EUA estende apoio a Filipinas e Japão em disputa no Mar da China Meridional

Governo Biden pretende manter contenção aos chineses em investidas nas águas de vizinhos asiáticos

O novo governo dos EUA, sob o comando de Joe Biden, já se comprometeu em apoiar o Japão e as Filipinas nas disputas contra Beijing no Mar da China Meridional. As informações são do jornal “South China Morning Post”, de Hong Kong.

Nesta quinta (28), duas conversas selaram o apoio em meio às novas tratativas entre Beijing e Washington desde a saída do ex-presidente Donald Trump, em 20 de janeiro.

A defesa das Ilhas Diaoyu é a principal reivindicação do Japão, disse o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, em conversa com Biden.

O mandatário norte-americano incluiu um compromisso de “dissuasão ampliada” – ou o uso potencial de armas nucleares para defender um aliado.

Com Biden, EUA lança apoio a Filipinas e Japão em disputa no Mar do Sul da China
O secretário de Estado, Antony Blinken, em palestra à Brookings Institution na capital dos EUA, Washington, em março de 2016 (Foto: Brookings Institution/Paul Morigi)

Em conversa por telefone com o chanceler filipino, Teodoro Locsin, o secretário de Estado, Antony Blinken, rejeitou as reivindicações marítimas da China sobre as águas da região.

Segundo ele, Beijing vem excedendo os limites marítimos que poderia reivindicar de acordo com os tratados internacionais como a Lei do Mar, de 1982. “Os EUA se comprometem a apoiar os requerentes do Sudeste Asiático em face à pressão da China”, disse Blinken.

Beijing tem investido no armamento de navios pesqueiros e instalou plataformas de vigilância, em uma campanha de avanço territorial sobre as águas do Mar da China Meridional.

Ao assumir o cargo, Biden prometeu restaurar a presença dos EUA no multilateralismo e renovar a abordagem do país para lidar com a ascensão da China.

O governo chinês pede a recuperação das relações bilaterais, que deteriorou-se desde o início da pandemia. No início da semana, Blinken disse concordar com a “estratégia radical” de Trump na China, apesar de “discordar de suas táticas”.