Submarinos alemães operam com sistema russo ‘ineficiente’, alerta relatório

Criptografia do software de navegação não atende exigências da Otan e poderia roubar dados com facilidade, diz documento
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Uma frota de mais de 100 submarinos alemães operam com um sistema de navegação russo tido como “ineficiente” e “aberto a armadilhas”, apontou um relatório do jornal alemão Bild am Sonntag, no sábado (27).

Técnicos da Marinha alemã começaram a instalar o sistema, chamado de Navi-Sailor 4100, ainda em 2005. A criptografia dos dados, porém, não está de acordo com os padrões de segurança militar previstos pela Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte), da qual Berlim faz parte.

Conforme o documento, um ataque cibernético poderia facilmente roubar os dados de navegação ou fazer com que os navios perdessem a operabilidade. Além disso, a Rússia costuma fazer manobras navais perto da costa da Alemanha no Mar Báltico , o que levanta um alerta sobre o possível uso dos dados pelos russos.

Submarinos alemães operam com sistema russo 'ineficiente', alerta relatório
Submarino alemão modelo U-2540, na cidade de Bremerhaven, Alemanha, em agosto de 2013 (Foto: Divulgação/Clemens Vasters)

Os dispositivos, desenvolvidos pela empresa russa Transas, foram comprados em 2018 pela finlandesa Wartsila. Os russos, porém, ainda detém a produção de equipamentos para a defesa, apurou a rede alemã Deutsche Welle.

A Transas já equipou toda a frota russa com simuladores de combate e chegou a receber um prêmio de reconhecimento pela modernização militar da Rússia. Atualmente a empresa desenvolve drones de combate para os militares de Moscou.

Ataques

Berlim tem sido alvo constante de ataques cibernéticos nos últimos anos. Agências de inteligência da Alemanha desconfiam que Moscou está por trás de um roubo de mais de 16 gigabytes de informação realizado em 2015.

A invasão capturou documentos e imagens de diversas contas de email do Bundestag – inclusive da atual chanceler Angela Merkel. Nesta segunda (29), a revista alemã “Der Spiegel” apontou que outros 38 políticos teriam sido afetados por um ataque cibernético vinculado a hackers da Rússia.

As relações entre Moscou e Berlim estão estremecidas desde o envenenamento do opositor ao Kremlin, Alexei Navalny em agosto de 2020. Merkel afirmou que reconsideraria o projeto do megagasoduto Nord Stream 2 caso a Rússia não investigasse o caso, pelo qual aliados de Navalny acusam Vladimir Putin.

Tags: