A divulgação de uma peça de propaganda atribuída a apoiadores do Estado Islâmico (EI) voltou a acender o debate sobre a segurança da Copa do Mundo de 2026. O material faz menção ao Papa Leão XIV e ao torneio que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá, além de incentivar atos violentos por parte de extremistas. As informações são do The Sun.
A imagem circulou em canais ligados à propaganda jihadista e cita a visita de Leão XIV às Ilhas Canárias, na Espanha, marcada para 11 de junho. O conteúdo também faz referência à abertura do Mundial, prevista para ocorrer no mesmo período.
Embora a publicação tenha repercutido internacionalmente, autoridades dos países-sede já trabalham há anos na elaboração de um amplo plano de segurança para o torneio. A competição de 2026 deverá contar com um dos maiores esquemas de proteção já implementados em um evento esportivo, envolvendo forças policiais, órgãos de inteligência e equipes especializadas em combate a ameaças aéreas e cibernéticas.

Segurança ampliada para o Mundial
A preparação para a Copa de 2026 inclui monitoramento reforçado de áreas estratégicas, sistemas de vigilância avançados e medidas de prevenção contra possíveis ataques com drones.
A seleção da Inglaterra, por exemplo, terá uma estrutura de segurança composta por múltiplas camadas de proteção durante sua permanência nos Estados Unidos. Entre as medidas previstas estão zonas de restrição aérea, monitoramento eletrônico e controle rigoroso de acesso às áreas de treinamento e hospedagem.
Além dos Estados Unidos, México e Canadá também anunciaram investimentos em tecnologias de defesa e equipamentos antidrones para proteger estádios, centros de treinamento e áreas de grande circulação de torcedores.
Monitoramento de ameaças extremistas
Especialistas em segurança internacional apontam que grupos extremistas frequentemente utilizam eventos globais de grande visibilidade para disseminar propaganda e tentar ampliar seu alcance nas redes digitais. No entanto, a publicação de ameaças não significa necessariamente a existência de um plano operacional em andamento.
Por essa razão, órgãos de inteligência e forças de segurança mantêm o monitoramento constante de conteúdos divulgados por organizações radicais e seus apoiadores, especialmente em períodos que antecedem grandes eventos internacionais.
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira da história a contar com 48 seleções participantes e deve reunir milhões de torcedores nos três países-sede, tornando a segurança um dos principais focos da organização do torneio.