Al-Shabaab fuzila cinco por ‘espionagem’ e obriga civis a assistirem na Somália

Centenas de moradores de Jilib, no sul do país, presenciaram execução; grupo mantém vínculos com a Al-Qaeda
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O grupo terrorista Al-Shabaab matou cinco civis acusados de espionagem, segundo a agência turca Anadolu. Lideranças acusaram as vítimas de tentar se infiltrar no grupo para levar informações aos EUA e a agências de inteligência somalis.

Os assassinatos aconteceram após um tribunal do grupo condenar os civis na cidade de Jilib, ao sul da Somália, nesta terça (2). Os terroristas forçaram a população local a sair de suas casas e assistir a execução, por fuzilamento, dos civis.

“Não é a primeira vez que terroristas do Al-Shabaab executam civis”, disse o oficial de Kismayo, Abdirahman Adan à Anadolu. “Centenas de pessoas foram obrigadas a presenciar o crime”.

Al-Shabaab mata cinco civis por 'espionagem' na Somália
Membros do Al-Shabaab rendem-se às forças da União Africana após cessar-fogo de setembro de 2012 (Foto: Divulgação/AMISOM Public Information)

Jilib fica na região de Juba Médio, localizado no “chifre” do país, e é dominada pelo Al-Shabaab. A organização mantém vínculo com a Al-Qaeda e é contrária ao governo da Somália e às forças da missão de paz no país.

No domingo (28) o exército da Somália e forças etíopes da Amison (Missão de Paz da União Africana) mataram nove membros do grupo terrorista na cidade agrícola de Qasahdhere, no sudoeste do país.

Os agentes contra-atacaram os militantes após uma tentativa de atentado contra bases do exército. A insegurança generalizada causou o adiamento das eleições do país, previstas para 24 de janeiro.

Na sequência, o vácuo de poder impulsionou ataques do grupo, ativo há pelo menos 16 anos. Os extremistas controlam áreas ao sul, onde é comum que soldados de paz da União Africana morram em emboscadas e bombardeios.

Dados apontam que o Al-Shabaab esteve em 440 episódios violentos no país entre julho e setembro – o maior número desde 2018.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.

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