China busca bases para expansão do domínio no Oceano Índico, dizem EUA

Suspeita é que China busque expansão via África e Ásia; ao menos três países já negociariam com Beijing
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A China busca países aliados para a expansão do seu domínio sobre grande parte do Oceano Índico, de acordo com o último relatório do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, publicado na terça (1).

O documento aponta que Beijing “provavelmente considerou” Mianmar, Tailândia, Singapura, Indonésia, Paquistão, Sri Lanka e outros países da África e Ásia como locais para instalar novas bases militares.

Namíbia, Vanuatu e Ilhas Salomão já estariam em negociação com o governo chinês. O relatório enfatiza o “desejo da China de agir globalmente”, disse o pesquisador e ex-funcionário do Pentágono, Zack Cooper à agência de notícias japonesa Nikkei.

China busca novas bases para expansão de cobertura no Oceano Índico, diz EUA
Soldados do Exército chinês na entrada da Cidade Proibida, em julho de 2010 (Foto: Flickr/Cyprien Hauser)

As acusações surgem em meio à tensão entre EUA e China, em conflito sobre tarifas comerciais e questões tecnológicas e ideológicas.

Receio norte-americano

A desconfiança de Washington sobre a expansão chinesa começou a partir de 2017, quando Beijing lançou sua primeira base no exterior, no Djibouti, país da África Oriental.

É a única plataforma chinesa até o momento e, segundo o governo em Beijing, restrita a ajuda humanitária e missões de escolta.

O relatório também apontou que o Camboja assinou um acordo secreto com o Estado chinês para a utilização de suas bases navais. Ambos os países já negaram em público as acusações.

Em sua defesa, a China afirma que não pretende buscar a hegemonia e cita sua “tradição cultural pacífica”.

Embora os chineses não tenham reconhecido a estratégia, analistas o veem como uma tentativa de cercar a Índia. Os dois países retomaram em maio o conflito de seis décadas por trechos de fronteira no Himalaia, após uma trégua iniciada em 2017.

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