África

Na África, estima-se retomada mais lenta em países exportadores de petróleo

Países como Quênia, Costa do Marfim e Tanzânia devem se beneficiar com aceleração no setor agro

A retomada das economias mais diversificadas da África deve ser mais acelerada que as das nações dependentes da exportação de petróleo em 2021, de acordo com estimativas de retomada das exportações calculadas pelo Banco Mundial.

Em países como Quênia, Costa do Marfim e Tanzânia, menos dependentes do petróleo, a retomada deve ser mais robusta. A expectativa é que esses países cresçam uma média de 4,5%, puxados pela exportação de commodities agrícolas.

O setor exportador deve começar a reagir em 2021, com um repique da atividade econômica dos principais parceiros comerciais africanos, os EUA e a China.

Na África, estima-se retomada mais lenta em países exportadores de petróleo
População dos subúrbios de Joanesburgo, capital da África do Sul, recebe máscaras e itens para higienização em abril de 2020 (Foto: FMI/James Oatway)

No total, a estimativa de crescimento para a África Subsaariana é moderada, mas positiva. A região deve registrar avanço de 2,7% em 2021. Em 2020, a retração chegou a -3,7%, primeira em 25 anos.

Já a queda da renda per capita regional foi de 6,1% – a mais aguda já registrada. Em 2021, a previsão do Banco Mundial é de uma queda adicional de 0,2% no índice.

O atraso na precificação dos preços do petróleo após a queda na demanda durante a pandemia deve fazer com que economias africanas dependentes da extração, como Nigéria e África do Sul, segurem as taxas de crescimento regionais.

Lentidão preocupa

Apesar dos esforços para salvaguardar as economias da Covid-19, ainda há um longo caminho pela frente, analisou o Quartz Africa. Enquanto o surto persiste, pode-se perder melhorias no padrões de vida conquistadas ao longo da última década.

As economias africanas enfrentam dificuldades como a fuga de capital sem precedentes. A entrada de investimento estrangeiro direto caiu entre 30% e 40% e as remessas, 9%.

Em 2020, a dívida de governos da região com o exterior saltaram de 8% para 70% como proporção do PIB (Produto Interno Bruto) conforme o FMI (Fundo Monetário Internacional).

“O temor agora é que o aumento das obrigações de pagamento de juros faça com que alguns países sacrifiquem suas metas de desenvolvimento, como saúde e educação”, diz a análise.