OMS identifica nova variante da Covid-19 na África do Sul e coloca Brasil em alerta

A B.1.1.529, ou Ômicron, tem mais mutações que qualquer outra e levou a Anvisa e recomendar a suspensão de voos provenientes do nações africanas
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Especialistas da OMS (Organização Mundial da Saúde) estão reunidos nesta sexta-feira (26) na sede da entidade, em Genebra, para avaliar o índice de gravidade de uma nova variante da Covid-19, identificada na África do Sul e classificada como B.1.1.529, ou Ômicron.  

Estudos preliminares já confirmam que esta variante do coronavírus tem um número muito maior de mutações que as outras, mas a OMS afirma que ainda são necessárias algumas semanas para se entender o impacto dessa variante.  

Os pesquisadores querem compreender qual o potencial de transmissão e o impacto nos diagnósticos, tratamentos e até mesmo se as vacinas disponíveis oferecem proteção. Após o encontro dos especialistas, a OMS informou que a variante será classificada como “variante de preocupação” em vez de “variante de interesse”, que seria uma classificação menos alarmante.

Profissionais da saúde de Cuba auxiliam atendimento à Covid-19 na África do Sul em abril de 2020 (Foto: South Africa Goverment/Elmond Jiyane)

Desde já, a União Europeia (UE) tem pedido a suspensão imediata de todo o tráfego aéreo para países do sul da África. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendou restrições de voos e de viajantes vindos de nações do continente africano, incluindo África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. 

Mas a OMS recomenda cautela e medidas de restrição de viagens apenas baseadas em riscos e em estudos científicos. A agência da ONU lembra à população mundial a importância de continuar utilizando máscaras, evitar aglomerações e de higienizar as mãos sempre que possível.  

Um novo levantamento da OMT (Organização Mundial do Turismo) mostra que 46 países ainda estão totalmente fechados aos turistas; em 55%, as fronteiras estão parcialmente fechadas e para entrar em 112 destinos, os viajantes são obrigados a apresentar um teste negativo de Covid-19.  

Em relação ao acesso às vacinas, a OMS informa que apenas 27% dos trabalhadores de saúde da África, ou um entre quatro, estão completamente vacinados contra o coronavírus.

Com isso, a maioria dos profissionais do continente africano na linha de frente do combate à doença continuam desprotegidos.  

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente pela ONU News

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