Mais de 30 mil haitianos retornaram da República Dominicana após pandemia

Dominicanos vivem uma das piores crises de coronavírus na região, aumentando risco de infecção entre haitianos
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Mais de 30 mil haitianos que emigraram para a República Dominicana retornaram desde o início da pandemia do novo coronavírus, segundo dados da OIM (Organização Internacional de Migração).

A situação preocupa, já que a República Dominicana tem uma das piores crises de saúde pública da região. As informações da agência EFE foram publicadas pelo Listín Diario.

Até esta segunda (15), de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a República Dominicana registrava 22,9 mil casos confirmados da doença e quase 600 óbitos. Já o Haiti, com quem divide a ilha de Hispaniola, tem 4,1 mil confirmações e 70 mortes.

Mais de 30 mil haitianos voltaram da República Dominicana após pandemia
Áreas urbanas densamente povoadas no Haiti, como na cidade de Cap Haïtien, são desafio no combate ao Covid-19 (Foto: Sophia Paris/UN Photo)

Aumento nos casos

De acordo com o MSF (Médicos Sem Fronteiras) o, número de casos confirmados do novo coronavírus no Haiti tem crescido de forma dramática nas últimas semanas. Os registros passaram de 100 para 2,6 mil em apenas três semanas.

A capital Porto Príncipe, com quatro milhões de habitantes, é o epicentro do surto. Ali, há quase 75% do total de casos em todo o país e 60% dos óbitos.

Cerca de 60% dos haitianos diagnosticados com a doença tem entre 20 e 44 anos, fora do grupo considerado de risco pelos especialistas. Em segundo lugar nos registros, com 27%, estão pessoas entre 45 e 65 anos.

Desafios

O combate do coronavírus no Haiti tem sido difícil, já que a população encontra dificuldades em seguir as recomendações de isolamento.

O problema se agrava entre os moradores das favelas densamente povoadas da capital Porto Príncipe. Apenas na favela de Cité Soleil, uma das mais miseráveis da cidade, moram cerca de 300 mil pessoas.

O MSF alertou ainda que muitas pessoas com sintomas do coronavírus não estão procurando atendimento médico. “Como a propagação do vírus se acelera, o estigma que o envolve também”, afirmou o chefe da missão do MSF no Haiti, Hassan Issa.

Quando chegam aos hospitais, os pacientes já estão em estado crítico e muitos deles não resistem.

O frágil sistema de saúde haitiano também é uma grande preocupação. Diversas unidades de saúde já fecharam devido à falta de equipamentos de proteção e à contaminação dos funcionários.

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