Na Bolívia, Arce reafirma influência após trocas nas Forças Armadas

Em cerimônia, Arce defendeu que militares 'respeitem a democracia' após pressão pela renúncia de Evo em 2019
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Menos de um mês depois de assumir como novo presidente da Bolívia, Luis Arce já nomeou um novo comando das Forças Armadas no último dia 16. Foram substituídos os nomeados pela antecessora, a interina Jeanine Áñez.

De acordo com o El País, Arce solicitou que o novo comando militar recoloque as Forças Armadas em seu “devido lugar na sociedade”. Em novembro de 2019, os militares apoiaram o movimento que destituiu Evo Morales e forçaram sua saída do país após uma série de protestos violentos.

“O desafio atual é fazer com que o povo volte a confiar que [as Forças Armadas] respeitarão os processos democráticos“, disse o novo presidente boliviano, no poder desde o último dia 8.

O principal demissionário é a o general Williams Kalimán, apoiador de Áñez após assumir como comandante em chefe das Forças Armadas. Quem assume seu lugar é o general de aviação Jaime Zabala.

Na Bolívia, Luis Arce reafirma influência em troca de comando das Forças Armadas
Luis Arce (sentado, à esquerda) em cerimônia de nomeação do novo alto escalão militar na capital boliviana, La Paz, em novembro de 2020 (Foto: Twitter/Luis Arce)

Em seu discurso de posse, Zabala afirmou que as Forças Armadas são a “única e indivisível” instituição boliviana responsável pela segurança e defesa do país.

Seria uma resposta às propostas recentes do MAS (Movimento ao Socialismo) sobre criação de “milícias voluntárias” para evitar movimentos semelhantes aos de 2019.

Com o apoio dos novos comandantes militares, Arce busca reconstruir a influência do MAS sobre a polícia boliviana. A guarda apoiou diretamente a queda de Evo Morales.

“Nunca mais deverá haver um motim policial como o que precipitou a queda do MAS em 2019”, disse o novo ministro do Interior, Carlos Eduardo Del Castillo, que prometeu “mais profissionalismo” à classe.

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