China barra importações de ao menos sete commodities vindas da Austrália

Interrupção começa nesta sexta-feira (6); país tem incentivado boicotes após acirramento nas tensões bilaterais
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A partir desta sexta-feira (6), os comerciantes de commodities da China não poderão importar ao menos sete produtos da Austrália, informou a Bloomberg.

Carvão, cevada, minério de cobre e concentrado, açúcar, madeira, vinho e lagosta. A exceção é o minério de ferro, principal exportação australiana à China. A ordem de Beijing seria uma resposta ao aumento da tensão nas relações bilaterais com Camberra.

Fontes disseram à Bloomberg que autoridades chinesas teriam já anunciado a decisão verbalmente durante reuniões com grandes comerciantes nas últimas semanas.

Se for comprovado, esse se torna o boicote mais amplo da China em relação à Austrália desde 2018. Aliada aos EUA, Camberra impediu a gigante de tecnologia chinesa Huawei a construir sua rede 5G no país sob a alegação de potenciais prejuízos à segurança nacional.

Em tensão crescente, Beijing barra sete commodities da Austrália
Embarcação chega ao porto de Shenzhen, um dos maiores da China, em setembro de 2012 (Foto: CreativeCommons/Drnan Tu)

A tensão se acentuou em abril, quando o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, convocou uma “investigação independente” sobre a origem do novo coronavírus. Os primeiros casos foram registrados na cidade chinesa de Wuhan, em janeiro.

Além dos commodities da lista, a China já proibiu a importação de carne de quatro frigoríficos da Austrália e impôs tarifas de mais de 80% sobre a cevada produzida no país.

Os compradores chineses de algodão também foram encorajados a interromper suas transações com fornecedores australianos. Com cerca de 65% da produção de algodão destinado à China, o país pode ter um prejuízo de mais de US$ 600 milhões.

De acordo com o jornal “South China Morning Post”, de Hong Kong, a China também deve proibir os embarques de trigo australiano caso as relações não se estabilizem. Questionado, o Ministério do Comércio da China não respondeu aos pedidos de comentário.

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