Cinco grandes bancos da China projetam tempos difíceis para os credores no país

Pessimismo se deve a múltiplos fatores, entre eles a pandemia de Covid-19, a política global e a crise no setor imobiliário chinês
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Cinco dos maiores bancos da China fizeram uma projeção desfavorável para os credores no pais num futuro próximo. Eles atribuíram o pessimismo a múltiplos fatores, entre eles a pandemia de Covid-19, a política global e a recente crise no setor imobiliário chinês, puxada pelo calote nos credores aplicado pela gigante Evergrande. As informações são da agência Reuters.

O Banco Industrial e Comercial da China, maior credor do mundo, divulgou na quarta-feira (29) seu relatório anual de lucros. No documento, a instituição financeira diz que o país enfrenta “encolhimento da demanda, interrupção da oferta e enfraquecimento das expectativas”. Avaliação semelhante fez o Banco Agricultural da China.

Já o segundo maior credor do país asiático, o Banco de Construção da China, diz que o país enfrenta “um ambiente de negócios mais complicado e severo“.

Sede europeia do Banco de Construção da China, em Luxemburgo (Foto: Wikimedia Commons)

Por sua vez, o Banco da China citou as causas para o pessimismo, entre elas a guerra na Ucrânia e a Covid-19. “A epidemia global continuará, as políticas de flexibilização das economias desenvolvidas serão retiradas e os conflitos geopolíticos se intensificarão”, disse a instituição na terça (28).

Projeção igualmente desfavorável fez o Banco de Comunicações da China, que considera difícil entregar lucros satisfatórios neste ano.

No caso da Covid-19, o que incomoda a China atualmente é o ressurgimento das infecções em algumas de suas maiores cidades, o que levou Beijing a determinar restrições de mobilidade em grande escala, algo que habitualmente causa forte impacto na economia.

Segundo Nicholas Zhu, analista bancário da agência de classificação de crédito Moody’s, o maior efeito das restrições de mobilidade é o aumento da inadimplência entre os setores de serviços. “Essas indústrias incluem atacado e varejo, viagens de lazer e outros serviços discricionários ao consumidor”, diz ele.

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