Ásia e Pacífico

Índia prende nove suspeitos de ligação com Al-Qaeda e patrocínio do Paquistão

Grupo estaria planejando ataques com recursos de Islamabad, informou agência de inteligência indiana

A NIA (Agência Nacional de Investigação da Índia, em inglês) já prendeu nove suspeitos de terrorismo desde a metade de setembro no país. O grupo teria envolvimento com a rede extremista islâmica Al-Qaeda e patrocínio do Paquistão.

O último preso, de acordo com o jornal indiano “The Hindu”, é Shamim Ansari. O membro seria um dos líderes do grupo e foi encontrado em sua residência no distrito de Murshidabad, em Bengala Ocidental.

“Apreendemos o telefone celular e ele está sendo interrogado”, informou a agência indiana, em nota.

Nove supostos membros da Al-Qaeda são presos na Índia
Agentes da NIA (Agência Nacional de Investigação da Índia, em inglês), sem data específica (Foto: Divulgação/NIA)

A polícia prendeu seis suspeitos de integrar a Al-Qaeda em Bengala Ocidental, no leste do país, e três em Kerala, na costa sudoeste. Ansari seria um dos líderes da organização, que seria patrocinada pelo governo do Paquistão.

As detenções acenderam o alerta de terrorismo patrocinado pelo vizinho, com quem a Índia tem uma relação conturbada desde a independência dos ingleses, em 1947.

Ainda em julho, um portal indiano indicou que a China estaria em contato com grupos extremistas muçulmanos que operam na região da Caxemira para combater Nova Délhi na fronteira entre os dois países.

Índia e China voltaram a disputar porções da fronteira do Himalaia em maio. Após uma trégua em 2017, neste ano houve tensão no estado de Ladakh, na fronteira norte indiana. O conflito se estende há quase 60 anos e teve seu ponto alto na guerra Sino-Indiana, em 1962, vencida por Beijing.

Patrocinados pelo Paquistão e pela China, grupos extremistas islâmicos como o Al-Badr, Al-Qaeda e Lashkar-e-Taiba estariam planejando ataques em diversas partes do país.

Em novembro de 2008, radicais foram responsáveis por ataques simultâneos em Mumbai que duraram três dias. Na ocasião, 170 pessoas foram mortas e mais de 600 ficaram feridas.