Coronavírus

Iata lança diretrizes para retomada do transporte aéreo no pós-crise

Entre as propostas estão adoção de critérios de segurança e de acessibilidade do setor aéreo após fim da pandemia

A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) lançou nesta terça (19) diretrizes para a retomada do setor aéreo diante dos impactos da pandemia do novo coronavírus. A estratégia uniria empresas, governos e instituições.

“Enquanto a pandemia continua, as bases para o reinício da indústria estão sendo lançadas em colaboração com a Icao [Organização da Aviação Civil Internacional], OMS, governos e outras partes”, afirmou o diretor-geral e CEO da Iata, Alexandre de Juniac.

Entre as propostas está a adoção de critérios de biossegurança para manter passageiros e tripulações seguros. Também haveria desenvolvimento de políticas mais efetivas para futuros fechamentos de fronteiras e restrições de mobilidade.

Para a associação, a aviação será um fator chave para a recuperação econômica. Por isso, a Iata diz ser necessário restabelecer uma capacidade de operação que atenda a demanda de recuperação econômica e assegure transporte aéreo acessível após o fim da pandemia.

IATA lança diretrizes para retomada do transporte aéreo no pós-crise
IATA lança diretrizes para retomada do transporte aéreo após a pandemia do coronavírus (Foto: Pexels)

A entidade pediu ainda que a aviação cumpra suas metas ambientais. Entre elas, redução de emissões de carbono pela metade até 2050 e implementação de um sistema de compensação e redução dessas emissões.

Segundo as diretrizes, o transporte aéreo operaria de acordo com padrões globais, reconhecidos pelos governos, para que haja reinício efetivo das operações. A atuação ocorreria em parceria com a Icao e a OMS (Organização Mundial da Saúde).

A Iata aponta a necessidade de garantir medidas apoiadas cientificamente, economicamente sustentáveis e operacionalmente viáveis. Todas as propostas serão alvo de revisões constantes, para que sejam eliminadas ou substituídas sempre que necessário.

“Ao se comprometerem com esses princípios, os líderes de companhias aéreas mundiais irão orientar um retorno seguro, responsável e sustentável do nosso setor, vital para a economia”, completou de Juniac.