Mais de 80% dos países não têm medidas de proteção às mulheres na pandemia

Dos 206 países analisados, apenas 25 adotaram medidas de auxílio destinadas a mães e trabalhadoras, disse ONU
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Dos 206 países analisados pela ONU (Organização das Nações Unidas), apenas 25 adotaram medidas específicas para combater a violência de gênero e apoiar a segurança econômica de mulheres durante a pandemia da Covid-19.

Os dados foram divulgados pela PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e pela ONU Mulheres no último dia 28.

A pesquisa concluiu que a grande maioria dos planos estabelecidos pelos países em resposta à crise deixada pela pandemia negligencia as necessidades das mulheres.

Mais de 80% dos países não têm medidas de proteção às mulheres na pandemia
Rede de mulheres prestam apoio mútuo desde o início da pandemia na Ucrânia. Foto de agosto de 2020 (Foto: Unicef/Pavel Zmey)

Entre todos os países, 20% (42) não possuem qualquer medida baseada em gênero. Entre eles, Congo, Chade, Eritréia, Irã, Namíbia, Porto Rico e Zâmbia.

Pesquisas já comprovam que a pandemia afeta mulheres de forma mais grave. “São vítimas de violência doméstica presas com os seus algozes, são elas que realizam trabalhos de assistência às famílias e comunidades e são trabalhadoras em empregos sem proteção social“, disse a diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka.

Regiões de destaque

A Europa é a região líder no combate à violência e atendimento não-remunerado a mulheres durante a pandemia, constatou a ONU. As Américas, no entanto, não ficam atrás: a cobertura de políticas baseadas em gênero cobre 77% do continente – um total de 47 países.

O continente americano é a região com mais políticas para fortalecer a segurança econômica das mulheres.

Entre ações de destaque está o aumento do abono mensal para crianças na Argentina, a continuidade dos serviços de creche na Costa Rica e a alocação de fundos para as vítimas de violência de gênero na Colômbia.

Agora, a ONU sugere que os países deem prioridade à prevenção à violência contra a mulher, destinem recursos adequados à questão e integrem essas políticas em seus planos de resposta à Covid-19.

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