OMS manifesta esperança de que a pior fase da variante Ômicron já tenha passado

Mais de 18 milhões de casos foram relatados na semana passada, e agência acredita que a pandemia ainda está longe de terminar
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A variante Ômicron do coronavírus continua a varrer o mundo, mas os casos parecem ter atingido o pico em alguns países. Esse dado dá ao chefe da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Ghebreyesus, a esperança de que o pior desta mais recente onda de Covid-19 já tenha passado.

Entretanto, Ghebreyesus disse que mais de 18 milhões de casos foram relatados na semana passada e que a pandemia está longe de terminar. Então, nenhum país está fora de perigo. O número de mortes permanece estável, mas a OMS teme o impacto que a nova variante causa em profissionais de saúde exaustos e sistemas de saúde sobrecarregados.

“Continuo particularmente preocupado com muitos países que têm baixas taxas de vacinação, pois as pessoas correm muito mais risco de doenças graves e morte se não forem vacinadas”, disse o chefe da OMS.

A Ômicron pode ser menos grave que as variantes anteriores, mas Ghebreyesus diz que “a narrativa de que é uma doença leve é ​​enganosa, prejudica a resposta geral e custa mais vidas”. Ele observou que o vírus está circulando “muito intensamente, com muitos ainda vulneráveis”, e que, para muitos países, as próximas semanas serão críticas.

Enfermeira mostra dose em Cabul Afeganistão, via iniciativa Covax, em março de 2021 (Foto: Unicef/Azizullah Karimi)

Vacinação global

No último final de semana, a iniciativa de vacinação global Covax, apoiada pela ONU, entregou a bilionésima dose de imunizantes contra a Covid-19. Ghebreyesus se disse orgulhoso do marco, mas afirmou que é essencial continuar avançando na distribuição de doses de maneira justa em todo o mundo.

“As vacinas podem ser menos eficazes na prevenção da infecção e transmissão da Ômicron do que para as variantes anteriores, mas ainda são excepcionalmente boas na prevenção de casos graves e morte”, explicou, reforçando que a imunização continua sendo “a chave para proteger os hospitais de ficarem sobrecarregados”.

O chefe da OMS também destacou a importância de rastrear novas variantes, como o Ômicron, em tempo real. Ele disse que, com o incrível crescimento da Ômicron, é provável que surjam novas variantes, por isso a pandemia “não está nem perto do fim”.

Novos tratamentos

Na sexta-feira (14), a OMS recomendou dois novos tratamentos contra Covid-19, para combater casos graves e morte: um medicamento para artrite reumatoide chamado Baricitinibe e um anticorpo monoclonal, o Sotrovimabe. Para o chefe da agência, o problema, mais uma vez, é que os altos preços e a oferta limitada levem a um acesso limitado ao tratamento.

A OMS está atualmente trabalhando com seus parceiros no ACT-Accelerator para negociar preços mais baixos com os fabricantes e garantir que o fornecimento esteja disponível para países de baixa e média renda.

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente em inglês pela ONU News

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