Ásia e Pacífico

Após Reino Unido e Austrália, Portugal rejeita 5G da chinesa Huawei

Decisão não é do governo, mas das empresas de telecom que operam no país; UE pede diversificação de fornecedores

Assim com o Reino Unido e a Austrália, a implantação da rede 5G em Portugal não contará com a Huawei, informou no último dia 30 a Reuters.

A medida, no entanto, não parte do governo, mas das três empresas dominantes no mercado de telefonia móvel – NOS, Vodafone e Altice. Juntas, as companhias optaram por não utilizar a tecnologia chinesa.

As posições das empresas, no entanto, deixam as portas abertas para a utilização da Huawei em partes não essenciais da estrutura do 5G.

Huawei no Congresso Mundial de Redes Móveis de 2015 em Barcelona, na Espanha (Foto: Flickr/Kãrlis Dambrãns)

Mesmo que o governo de Portugal ainda não tenha tomado nenhuma posição, o ministro da Infraestrutura, Pedro Nuno Santos, disse à Reuters que não tem “problema com nenhum fabricante a princípio”.

A UE (União Europeia) instou os estados membros a tomarem medidas para diversificar os fornecedores do 5G. A tática visa reduzir a presença do fabricante chinês no continente.

“Não tem nada a ver com as opções ou imposições do governo português, que nesta matéria está absolutamente alinhado com a orientação europeia”, disse Santos.

No 5G, que tornou-se ferramenta de pressão geopolítica, os riscos de segurança são mais elevados. Isso porque a nova tecnologia incorpora softwares responsáveis por um processamento dos dados pessoais dos clientes e outras informações confidenciais.

A decisão de utilizar ou não a Huawei nas redes móveis põe a Europa no fogo cruzado da intensa pressão dos Estados Unidos para banir o grupo. Washington alega potencial de vazamento de dados e outras brechas de segurança em benefício do governo chinês.