Américas

Para barrar China, EUA busca empresas locais para obras em porto de Israel

Privatizada, estrutura em Haifa ficará sob administração de empresa chinesa por 25 anos a partir de 2021

Os Estados Unidos buscam licitantes norte-americanos para realizar obras de infraestrutura no maior porto de Israel, em Haifa, informou a Bloomberg. O objetivo é barrar uma possível dominância da China no local.

Privatizado, o local ficará sob a administração de uma corporação chinesa pelos próximos 25 anos a partir de 2021, o que desagradou os norte-americanos.

Autoridades dos EUA teriam levantado preocupações sobre a influência de Beijing no país por meio da obra. Segundo a Frota Marinha norte-americana, há preocupação sobre eventuais falhas de segurança na hora de atracar embarcações com bandeira de Washington no porto de Haifa.

Fontes disseram à Bloomberg que a manifestação de interesse deve ser feita até o final de outubro. Os ativos chegam a US$ 586 milhões (R$ 3,2 trilhões). Nenhuma empresa chinesa manifestou interesse público pela construção até o momento.

Para barrar China, EUA busca empresas locais em obras no porto de Haifa, em Israel
Porto de Haifa, em Israel, em dezembro de 2010 (Foto: CreativeCommons/State of Israel)

Interesses

Agora as autoridades israelenses estariam fazendo “um esforço especial” para levar uma empresa dos EUA ao país, afirmou o chefe de comércio exterior da Associação de Fabricantes de Israel, Dan Catarivas.

O esforço é uma das vantagens estabelecidas pelos EUA em troca da mediação do restabelecimento de relações entre Israel e outros países árabes. Até o momento, Emirados Árabes Unidos e Bahrein selaram o acordo com o Estado judeu.

Empresas com sede em Dubai e Istambul já consideraram a oferta, apesar dos laços diplomáticos tensos entre Turquia e Israel.

Dependente das rotas marítimas para receber cerca de 90% das suas importações, Israel tem nos portos a base de suas articulações comerciais. Os mais importantes ficam nas cidades de Haifa e Ashdod.

Questionados, os porta-vozes das embaixadas dos EUA e China em Israel não quiseram comentar, assim como o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.