Taleban teria sido pago por Irã para atacar tropas americanas no Afeganistão

Autoria dos ataques é do grupo Haqqani, de líder do Taleban; financiamento abre margem a novos ataques
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Em 2019, o Taleban protagonizou seis ataques e um atentado suicida à base norte-americana de Bagram, no Afeganistão, a pedido do Irã.

De acordo com a CNN, um ‘governo estrangeiro’ não-identificado teria pago recompensas pelas mortes ao grupo terrorista Haqqani, mantido pelo segundo maior líder do Taleban.

Fontes das agências de inteligência dos EUA, no entanto, confirmaram à reportagem que trata-se do governo iraniano.

Taleban teria sido pago por Irã para atacar tropas americanas no Afeganistão
Helicópteros do Exército dos EUA preparam-se para decolar na Base de Bagram, no Afeganistão, em 2011 (Foto: US Army/Matt Hecht)

O atentato contra a base de Bagram deixou 70 feridos e dois mortos em dezembro de 2019. Após a explosão de um carro-bomba, pelo menos dez militantes teriam se envolvido em um tiroteio e acabaram mortos pelo exército dos EUA.

De acordo com o Pentágono, o financiamento é visto como um “incentivo a futuros ataques aos EUA”, já que grupo Haqqani não exigiria pagamento em dinheiro para protagonizar os atentados.

Há poucos meses, agências de inteligência do EUA afirmaram que a Rússia oferecia recompensas por ataques às tropas norte-americanas. O Kremlin negou as acusações.

De acordo com a reportagem, os EUA não devem tomar medidas de retaliação imediatamente. A meta seria não prejudicar o andamento do processo de paz nas negociações intra-afegãs com o Taleban.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.

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