Cidade de Lagos, na Nigéria, perdeu US$ 2 bi graças à poluição do ar em 2018

Banco Mundial aponta que prejuízo está ligado a mortes e doenças prematuras por exposição a partículas no ar
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O alto volume de poluição na cidade de Lagos, na Nigéria, é a consequência mais visível de seu crescimento acelerado. Em 2018, a metrópole, que pode ser a maior do mundo em 2100, perdeu US$ 2,1 bilhões graças a seu ar sujo.

Segundo levantamento do Banco Mundial, esse é o preço anual das doenças e mortes prematuras causadas pela baixa qualidade do ar. O prejuízo equivale a 2,1% no PIB (Produto Interno Bruto) da cidade, de 20 milhões de habitantes, em 2018.

Há registro de 11,2 mil mortes por fatores ligados ao ar impuro apenas em 2018 – 60% em crianças menores de cinco anos. A taxa é a mais alta da África Ocidental.

Em ritmo de expansão acelerado, Lagos, na Nigéria, já perdeu US$ 2 bi com poluição
Vendedores de rua convivem todos os dias com a poluição do ar de Lagos, principal cidade da Nigéria; imagem de 2016 (Foto: UN Photo/Tanya Bindra)

O transporte rodoviário, as emissões industriais e geradores de queima de resíduos, além do despejo de lixo a céu aberto, são os principais vetores de poluição. As emissões provocam acúmulo de material particulado no ar.

Com a exposição, as partículas podem passar pelas barreiras pulmonares e entrar na corrente sanguínea. Doenças respiratórias e cardiovasculares são as mais comuns.

A OMS recomenda um nível de concentração de material particulado em até 10 micro-grama por metro cúbico. Lagos, no entanto, já registrou níveis de até 68 μg/m3. O valor alcança outras metrópoles como Beijing (73 μg/m3), Cairo (76 μg/m3) e Mumbai (64 μg/m3).

A exposição às partículas já causou 2,9 milhões de mortes prematuras em todo o mundo só em 2017.

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