FMI aprova acordo de US$ 5,2 bilhões para o Egito

Recurso ficará disponível para que o país lide com os impactos da pandemia do novo coronavírus
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O conselho executivo do FMI (Fundo Monetário Internacional) aprovou na última sexta (26) um acordo stand-by, de 12 meses, para o Egito. No valor de US$ 5,2 bilhões, o recurso ficará disponível para que o país lide com os impactos da pandemia do novo coronavírus.

A aprovação permite a liberação imediata de US$ 1,4 bilhão e o restante será dividido em duas fases. O acordo stand-by do FMI é uma ajuda financeira a um estado-membro com problemas, em geral em decorrência de uma crise econômica.

Segundo o FMI, o Egito foi um dos mercados emergentes que mais cresceu antes do início da crise de saúde global. O motivo seria a conclusão bem-sucedida de uma reforma econômica entre 2016 e 2019.

FMI aprova acordo de US$ 5,2 bilhões para o Egito
Praça Tahrir, no Cairo, capital do Egito (Foto: Wikimedia Commons)

A pandemia piorou as perspectivas econômicas. Até esta segunda (23), o país registrou 65,1 mil casos confirmados do vírus e 2,7 mil óbitos, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Os recursos devem ser usados para proteger gastos sociais e de saúde necessários. Como contrapartida, será preciso evitar o aumento excessivo do dívida pública, manter uma taxa de câmbio flexível, fortalecer a transparência, governança e concorrência.

Ainda de acordo com o fundo, as autoridades egípcias estão respondendo de forma “decisiva” à pandemia da Covid-19.

Compra de armas

Apesar do pedido de socorro ao FMI, o Egito estaria prestes a gastar cerca de US$ 12 bilhões com armas. A informação é da ONG Human Rights Watch, que fez um apelo para que a Itália não venda as armas aos egípicios.

Para a organização, o negócio não deveria ter sido considerado, dada as graves violações de direitos humanos no Egito.

Em 2013, a União Europeia prometeu suspender exportações ao Egito de produtos que pudessem ser utilizados para repressão interna. A decisão veio na esteira do massacre de Rab’a, em agosto daquele ano, quando cerca de 1,1 mil manifestantes foram mortos pelas forças egípcias.

De acordo com a Human Rights Watch, 12 estados membros da União Europeia, incluindo a Itália, quebraram a promessa. Grupos de direitos humanos documentaram o uso de equipamentos fornecidos pela Europa para cometer violações contra manifestantes.

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