América Latina deve enfrentar impactos do Covid-19 pelos próximos dois anos

Sem vacina ou tratamentos eficientes, região continuará sofrendo novos surtos da doença, diz Opas
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Os governos dos países da América Latina e do Caribe devem se preparar para enfrentar surtos periódicos do novo coronavírus pelos próximos dois anos. A única solução seria uma vacina, diz a diretora-geral da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), Carissa Etienne.

Para assegurar uma resposta eficiente à crise de saúde global, a organização aponta para a liderança, uma boa base de dados e um sistema de saúde robusto como elementos fundamentais.

A Opas recomenda um investimento de pelo menos 6% do PIB para a área de saúde. Cerca de um terço do orçamento de saúde pública deve ser alocado para cuidados primários.

América Latina deve enfrentar impactos do Covid-19 pelos próximos dois anos
Prefeitura de Recife reforça medidas de proteção na cidade (Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR)

Até 28 de junho, as Américas registraram 4,9 milhões de casos confirmados de Covid-19, com mais de 241 mil mortes. Desde o mês passado, o número de infecções triplicou na região.

Entre as áreas mais afetadas está o Brasil, que já registrou 1,3 milhão de casos da doença e 57,6 mil óbitos, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

No Caribe, os pontos de alerta estão no Haiti, com 5,7 mil casos, e na República Dominicana, que já registrou 31,3 mil confirmações. Os dados são da OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgados nesta segunda (29).

Economia

Na semana passada, o FMI (Fundo Monetário Internacional) informou que a economia global deverá perder US$ 12 trilhões por causa da pandemia do coronavírus.

Desse total, 10% ocorrerão na América Latina, que terá uma recessão de 9,3%, a pior da história. A recuperação deverá ocorrer apenas em 2021, quando a previsão de crescimento é de 3,7%.

De acordo com a projeção divulgada pelo FMI, a economia do Brasil terá uma retração de 9,1% neste ano. Em 2021, a recuperação econômica é esperada em 3,6%.

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