Presidentes africanos buscam espaço em Conselho de Segurança da ONU

Entre os 15 assentos, apenas três são ocupados por líderes africanos; objetivo é descentralizar arquitetura de paz
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Presidentes africanos reivindicam um maior espaço no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O objetivo é descentralizar a arquitetura da paz multilateral, apontou o portal do Ceiri (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais).

Governos como os da República Centro Africana, Burkina Faso, Costa do Marfim e Malaui defenderam uma reforma no conselho e maior representatividade na 75ª Assembleia Geral, em setembro.

Hoje 15 membros integram o Conselho de Segurança da ONU – cinco têm assento permanente (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia).

Entre os dez membros eletivos, três vêm do continente africano: a África do Sul, que encerra o mandato em dezembro; Níger e Tunísia, que permanecem no grupo até o final de 2021.

Presidentes africanos buscam mais espaço em Conselho de Segurança da ONU
Reunião do Conselho de Segurança da ONU no Palácio das Nações, em Nova York, em abril de 2019 (Foto: UN Photo/IAEA/Eskinder Debebe)

Os países da África, no entanto, liderados pelo presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, pedem por uma expansão dos assentos, permanentes e não permanentes, para 26 cadeiras – ao menos cinco destinadas à África.

“A reestruturação é essencial para que haja uma representação plena do continente”, disse ele.

Outra reivindicação é a de que a União Africana deve ser responsável pela seleção e eleição dos países que representariam o continente no Conselho de Segurança. Em contrapartida, os países com assento permanente teriam direito ao veto nas votações.

“Há uma injustiça sistêmica no campo da tomada de decisões internacionais”, disse o presidente da República Democrática do Congo, Denis Sassou Nguesso. “A reforma é um passo importante para o fortalecimento da organização”.

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