China não quer reeleição e Rússia ataca Biden, diz relatório de segurança dos EUA

Material de contraespionagem denunciou tentativas de interferência dos dois países nos debates público e eleitoral
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O Centro Nacional de Contraespionagem e Segurança, principal órgão de segurança dos EUA afirmou, na sexta (21), que a China prefere que o atual presidente Donald Trump não se reeleja em novembro, enquanto a Rússia trabalha para manchar a imagem do democrata Joe Biden.

“Avaliamos que a China prefere que o presidente Trump, visto como imprevisível por Beijing, não ganhe a eleição”, disse William Evanina, diretor do centro. A CNN teve acesso ao relatório.

China não quer reeleição e  Rússia ataca Biden, diz relatório de segurança dos EUA
Donald Trump durante campanha eleitoral, em Reno, no estado de Nevada, nos EUA, em janeiro de 2016 (Foto: Flickr/Darron Birgenheier)

Beijing busca expandir a sua influência antes das eleições norte-americanas, agendadas para 4 de novembro. O objetivo é moldar o ambiente político dos EUA e pressionar quem considera contrário aos interesses chineses, apontou Evanina.

Isso pode ser visto nas manifestações cada vez mais críticas de Beijing em relação aos EUA. O fechamento do consulado chinês em Houston, o bloqueio do aplicativo chinês TikTok pelo governo norte-americano e o cerco contra Hong Kong são exemplos, afirmou o diretor.

A Rússia, por outro lado, usa métodos para manchar a imagem de Biden. As críticas a Moscou enquanto vice-presidente e a atuação na Ucrânia durante o governo de Barack Obama reforçam a crença de que o candidato democrata é anti-Putin.

“É clara a preferência de Moscou por Trump e há uma tentativa do país em ajudá-lo”, afirmou ele. Questionado, o presidente não se manifestou.

No início de agosto, o Departamento de Estado dos EUA lançou um relatório detalhado que acusa a Rússia de conduzir uma campanha de desinformação no país, sobretudo em relação ao coronavírus.

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