EUA designa rebeldes houthis do Iêmen como ‘grupo terrorista’

Iniciativa mina possíveis tentativas de reaproximação diplomática entre o novo presidente dos EUA, Joe Biden, e o Irã
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O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, já notificou o Congresso norte-americano para designar a Ansarallah, organização conhecida por abrigar os rebeldes houthis do Iêmen, como grupo terrorista.

Em documento lançado neste domingo (10), Pompeo afirma que essa classificação entrará na próxima terça (19 )– um dia antes da posse do democrata Joe Biden. O movimento é mais um golpe diplomático contra as relações exteriores do novo presidente, que prometeu ajustar as relações com o Irã.

O governo avaliava rever a designação formal dos rebeldes houthis há meses, disseram as fontes. O esforço foi paralisado após desacordos internos sobre possíveis sanções ao Iêmen, país que vive a mais grave crise humanitária do mundo.

EUA quer designar rebeldes houthis do Iêmen como 'grupo terrorista'
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ao retornar de visita a Israel, em novembro de 2020 (Foto: U.S. Department of State/Ron Przysucha)

“Essas designações fornecerão ferramentas adicionais para enfrentar o terrorismo da Ansarallah, uma milícia mortal apoiada pelo Irã na região do Golfo”, disse Pompeo.

A mudança não prevê sanções que interfiram no trabalho humanitário, mas devem responsabilizar Ansarallah por atos terroristas contra a população civil, infraestrutura e transporte comercial.

Pompeo afirmou ainda que os EUA buscar aumentar o envio de ajuda ao governo iemenita, apoiado pela Arábia Saudita.

Além dos houthis, apoiados por Teerã, o Departamento de Estado dos EUA também planeja redesignar Cuba como um “Estado patrocinador do terrorismo”, disseram funcionários do serviço externo norte-americano ao “Washington Post”.

Outro plano de Pompeo até a saída do cargo é apresentar supostas “ligações explícitas” entre o Irã e a Al Qaeda. Com os documentos, o objetivo é aplicar novas sanções às entidades iranianas.

Cuba-EUA

A volta de Cuba à lista dos países patrocinadores do terrorismo era uma reivindicação antiga de Pompeo. O país caribenho saiu da relação em 2015, ainda no governo de Barack Obama. Na época, o então presidente prometeu reaproximação com a ilha.

Apesar de o retorno à “lista negra” seja previsto em lei, não está claro se todos os critérios técnicos para reinclusão foram cumpridos. Pompeo cita o apoio cubano ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, como a principal justificativa para a mudança, disseram autoridades.

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