Redes conservadoras veem salto de usuários após invasão ao Capitólio

Bloqueio das contas de Trump no Twitter e Facebook impulsionou ingresso de milhares em novas plataformas
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Uma das consequências ao bloqueio de Donald Trump pelo Twitter após a invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro, já é perceptível nas redes sociais conservadoras. Os usuários nessas plataformas aumentaram significativamente desde o episódio, aponta um levantamento do portal norte-americano Axios.

A plataforma Rumble, por exemplo, que se assemelha ao YouTube, registrava um crescimento tímido até o final do ano de 2020, mas passou a reunir mais de 282 mil usuários após a invasão ao Capitólio.

Outra rede com adesão em alta é a MeWe Network, criada para ser uma alternativa ao Facebook. De cerca de 130 mil usuários em janeiro de 2020, a plataforma já chega a 300 mil.

Redes conservadoras têm aumento de usuários após invasão ao Capitólio
O CEO da MyPillow, Mike Lindell, em convenção republicana de Palm Beach, Flórida, dezembro de 2020 (Foto: Divulgação/Gage Skidmore)

A entrada ganhou impulso após a expulsão de Trump. As redes de Mark Zuckerberg suspenderam as contas do ex-presidente por divulgar notícias falsas e incitar a violência dias antes da posse de seu rival e sucessor, o democrata Joe Biden.

Muitas das plataformas, como o MeWe, CloutHub e Parler – alternativas ao Reddit e Twitter, respectivamente – não foram criadas com foco específico na ideologia de direita. A debandada do que muitos conservadores classificaram como “censura” após o bloqueio de Trump contribuiu para que fossem “adotadas” pelos descontentes.

https://twitter.com/getongab/status/1367702452179439616?s=20

Novas tecnologias

Com o sucesso, porém, muitas das redes conservadoras já investem na busca de mais recursos para angariar novos adeptos. Ao Business Insider, o CEO do MyPillow, Mike Lindell – banido do Twitter – afirmou que planeja criar um novo site que mistura a interface da rede social com o YouTube.

Já o Daily Wire lança um novo serviço de streaming de entretenimento por assinatura com conteúdo restrito aos conservadores. Ao mesmo tempo, o serviço de assinatura BlazeTV foca em um streaming voltado para comentários baseados na ideologia da direita.

Outra rede social que promete “liberdade de expressão” é a Gab, que planeja a sua própria versão do aplicativo social de áudio Clubhouse.

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