Tempestades Eta e Iota deixam prejuízo bilionário na América Central

Desastres afetaram mais de três milhões de pessoas em sete países da região; danos são de ao menos US$ 5 bilhões
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Além da pandemia, as tempestades Eta e Iota aprofundam a crise econômica e social da América Central. Com ventos de até 120 km/h, a região registra enchentes, deslizamentos e milhares de desabrigados.

Estima-se que 55 pessoas morreram desde a última quarta-feira (18), quando o temporal Iota varreu a região. No início do mês, o temporal Eta já havia causado 130 mortes.

Os danos chegam a US$ 5,5 bilhões, disse o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), ao prometer US$ 1,7 bilhão aos afetados. As equipes de trabalho ainda calculam o prejuízo causado pelo ciclone Iota, disse a organização à Reuters.

A ONU (Organização das Nações Unidas) anunciou na terça (24) que destinará US$ 750 mil para reparação de danos. Os países mais afetados são Honduras, Guatemala, Nicarágua e El Salvador.

Só na Guatemala, são mais de 17,3 mil desabrigados. Em Honduras, o número de pessoas em abrigos ultrapassa os 75 mil. Cerca de 297 mil buscaram ajuda com o serviço de Proteção Civil no estado de Chiapas, ao sul do México. O país registrou 30 mortes.

Tempestades Eta e Iota acentuam crise na América Central
Casas destruídas após o temporal Iota em comunidade da Nicarágua, em novembro de 2020 (Foto: Twitter/Embajada de Luxemburgo en Nicaragua)

Na Nicarágua, os danos contabilizados chegam a US$ 740 milhões, disse o governo. Cerca de 45 mil casas ficaram destruídas ou tiveram alguma parte arrancada pelos ventos.

A estimativa é que cerca de três milhões de pessoas em sete países da América Central tenham sido afetadas pela tempestade Eta.

Prejuízos a longo prazo

Fortemente afetados pelas restrições impostas para evitar os contágios de Covid-19, os países da América Central devem registrar queda de até um ponto percentual no crescimento econômico após as tempestades.

A estimativa é do Banco Central de Honduras, que prevê uma contração econômica recorde, de até 9% em 2020, por conta da pandemia e das tempestades.

A visão é compartilhada pela diretora regional da OEA (Organização para a América Central, América do Norte e Caribe), Michele Klein-Solomon. “A magnitude da tragédia aponta que levaremos anos para reconstruir e recuperar o que perdemos”, disse.

“Essa ameaça de origem natural terá consequências de longo prazo, que provavelmente se refletirão na situação migratória da região”, alertou.

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