Ásia e Pacífico

No Tadjiquistão, presidente alega vitória eleitoral com cerca de 90% dos votos

Emomali Rahmon se segura no cargo desde 1994 e não teve uma eleição reconhecida por entidades independentes

O Tadjiquistão, país na Ásia Central, reelegeu o presidente Emomali Rahmon com 90% dos votos na segunda (12), informou a Al Jazeera. Com o resultado, o mandatário permanece no poder até 2027.

A vitória já era esperada no país. Rahmon, que lidera o Tadjiquistão há quase 30 anos, liderava de forma isolada dos quatro candidatos em todas as pesquisas pré-eleitorais.

Desde a primeira “eleição” de Rahmon, em 1994, a OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) nunca reconheceu uma eleição democrática no país.

No Tadjiquistão, presidente alega vitória eleitoral com cerca de 90% dos votos
O presidente do Tadjiquistão, Emomali Rahmon, em pronunciamento na Assembleia da ONU em setembro de 2010 (Foto: UN Photo/Rick Bajornas)

O político assumiu o controle do país após a independência do país da União Soviética. Entre os ditadores da Ásia Central, Rahmon é o único que permanece no poder sem interrupções desde a derrocada da URSS.

Em um relatório publicado em 9 de julho, a Human Rights Watch descreve o país como “mergulhado em violações de direitos humanos”. Há um aumento de repressão a dissidentes, notificou a organização.

Com a pandemia, a economia do Tadjiquistão se tornou ainda mais frágil, o que acentuou a diferença de renda dos cidadãos do país e das demais nações da Ásia Central, como o Turcomenistão, também ditatorial, e o Uzbequistão, parcialmente livre.

Estima-se que a maioria da população dependa de remessas de parentes no exterior – valor que chega a 40% do PIB (Produto Interno Bruto). Além dos altos índices de desemprego, o país ainda possui uma dívida externa equivalente a mais de um terço do PIB. A China é o principal credor.

Cerca de 85% dos cinco milhões de eleitores aptos a votar entregaram as cédulas, informou a comissão eleitoral.