Após protestos, Quirguistão anula resultados de eleição parlamentar

Ativistas invadiram o Parlamento, na capital Bishkek; uma pessoa morreu e cerca de 700 ficaram feridas nos protestos
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Os resultados da eleição parlamentar do Quirguistão, realizada no domingo (4), foram anulados nesta terça (6) após manifestações na capital, Bishkek. A comissão eleitoral do país anunciou a decisão pela internet.

Na eleição, apenas quatro dos 16 partidos do país alcançaram o mínimo de 7% dos votos para ingressar no Parlamento. Duas siglas mantêm laços estreitos com o presidente do país, Sooronbay Jeenbekov: o Birimdik e o Mekenim, ambos alvos de protestos anticorrupção.

Quirguistão anula resultados das eleição parlamentar após protestos
Manifestantes invadiram o Parlamento do Quirguistão, na capital Bishkek, e quebram retrato do presidente do país, Sooronbay Jeenbekov, em 5 de outubro de 2020 (Foto: Reprodução/Twitter/IntelligenceSct)

Ainda não há data para um novo pleito. Na consulta do último domingo, 120 cadeiras estavam em disputa e os dois partidos pró-governo teriam recebido cerca de 25% dos votos cada.

No domingo (4), manifestantes saíram às ruas para pedir pela anulação e, na segunda (5), ativistas invadiram o Parlamento em Bishkek. De acordo com a BBC, um rapaz de 19 anos morreu e cerca de 700 pessoas ficaram feridas.

Os manifestantes também invadiram o local onde estava detido o ex-presidente Almazbek Atambayev. O homem foi condenado a 11 anos de prisão por corrupção e acabou libertado durante a confusão.

Resposta aos protestos

Nesta segunda (5), 12 partidos de oposição declararam que não reconhecem o resultado da eleição e pediram pela renúncia do presidente.

Há suspeita de compra de votos – fator que acendeu alerta também na OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa).

“Embora a eleição do Quirguistão tenha sido organizada, as alegações de compra de votos geram uma séria preocupação”, disse o chefe da observação eleitoral da OSCE no país, Thomas Boserup.

Em um apelo pelo fim dos protestos, Jeenbekov acusou “forças políticas” de tentar tomar o poder de forma ilegal.

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