Rússia pode ter perdido mais de 350 mil soldados na guerra da Ucrânia, aponta nova estimativa

Levantamento divulgado por veículos russos independentes indica que conflito já pode ter causado cerca de meio milhão de mortes entre militares russos e ucranianos

A guerra entre Rússia e Ucrânia pode ter alcançado uma das marcas mais devastadoras desde o início da invasão em larga escala lançada por Vladimir Putin em 2022. Uma nova estimativa divulgada pelos veículos independentes russos Meduza e Mediazona aponta que cerca de 352 mil soldados russos morreram no conflito até o fim de 2025, segundo relatou o The New York Times.

O número reforça a dimensão humana da guerra e levanta a possibilidade de que aproximadamente meio milhão de militares tenham morrido nos dois lados do confronto, considerando também as perdas ucranianas. O conflito já é considerado o mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Membros das Forças Armadas da Rússia (Foto: reprodução/Facebook)

A estimativa foi divulgada neste sábado (9), data em que a Rússia realiza o tradicional desfile militar que celebra a vitória soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Segundo os veículos russos, o cálculo foi feito a partir de um banco de dados de mortes confirmadas, elaborado em parceria com o serviço russo da BBC.

O levantamento reúne quase 218 mil nomes de soldados russos mortos confirmados por meio de registros públicos, publicações em redes sociais e documentos oficiais. A partir disso, os pesquisadores analisaram o aumento da mortalidade masculina em faixas etárias jovens e utilizaram dados de tribunais russos para chegar à projeção total.

Os números não incluem os soldados mortos em 2026, nem parte das baixas de combatentes estrangeiros e milícias pró-Rússia que atuam em territórios ocupados da Ucrânia.

Outro estudo, divulgado pelo Center for Strategic and International Studies (CSIS), estimou que, até o fim de 2025, aproximadamente 325 mil militares russos e 140 mil soldados ucranianos haviam morrido na guerra.

A Rússia tem sido acusada de ocultar informações sobre o número real de mortos, removendo dados públicos e restringindo o acesso a registros que poderiam auxiliar investigações independentes. Já a Ucrânia divulga números oficiais considerados inferiores às estimativas apresentadas por analistas internacionais.

Enquanto enfrenta dificuldades para manter efetivos no front, o governo ucraniano busca ampliar as perdas russas no campo de batalha. O objetivo declarado de Kiev é elevar o número mensal de soldados russos mortos ou feridos de 30 mil para 50 mil.

Do outro lado, Moscou tenta ampliar o recrutamento militar com novas estratégias. Entre elas estão campanhas voltadas a estrangeiros, especialmente africanos, além da mobilização de estudantes universitários para integrar a força de drones russa.

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