Egito prende cinco influenciadoras por posts no TikTok

Elas estariam promovendo a imoralidade e tráfico de pessoas por meio da rede social, afirmam as autoridades
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Um tribunal egípcio condenou cinco mulheres conhecidas na rede social TikTok a dois anos de prisão, nesta segunda (27), por “promoção de imoralidade e tráfico de pessoas”.

De acordo com a agência de notícias Reuters, as influenciadoras, também foram multadas em US$ 19 mil cada. As mulheres tiveram de responder a acusação de criar contas online para violar “valores e princípios” do Egito, nação muçulmana conservadora.

Hannen Hossam, 20, foi acusada de encorajar jovens mulheres a conhecer homens por meio de um aplicativo de vídeo. Ela receberia uma taxa de acordo com o número de seguidores que acompanhavam as conversas.

Mawada al-Adham, com mais de dois milhões de seguidores, teria publicado fotos e vídeos considerados indecentes nas redes sociais. As outras três mulheres teriam ajudado Hossam e al-Adham a gerenciar as contas.

Egito prende cinco influenciadoras por posts no TikTok
Rede social chinesa TikTok virou peça de disputa geopolítica (Foto: Kon Karampelas/Pixabay)

Aumento das acusações

As acusações contra mulheres por supostas violações das normais sociais conservadoras do país não são incomuns. No entanto, o número vem crescendo à medida que o uso das redes sociais cresce no Egito.

Parlamentares egípcios pedem que o TikTok seja suspenso no Egito para evitar a “promoção de nudez e imoralidade”.

Ativistas de direitos humanos e usuários da rede social pedem a libertação das mulheres. As prisões foram classificadas como “violação da liberdade de opinião e expressão”.

Tags: