África

Em Uganda, quatro parlamentares morrem de Covid-19 em menos de um mês

A última vítima foi Ali Kirunda Kivejinja, um dos políticos mais antigos de Uganda; país já registra mais de 30 mil casos

Quatro parlamentares da Uganda morreram em decorrência da Covid-19 desde o fim de novembro. A vítima mais recente foi o segundo vice-primeiro-ministro, Ali Kirunda Kivejinja, 85, neste sábado (19).

De acordo com a agência turca Anadolu, o presidente Yoweri Museveni anunciou o óbito do político em um comício na cidade de Hoima.

Kivejinja recebeu o diagnóstico positivo de Covid-19 ainda no início de novembro. Ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Nacional de Referência de Mulago, na capital Kampala, em 20 de novembro.

Antes dele, as legisladoras Robina Ssentongo, Rehema Watongola e Faith Alupo de Palissa também morreram após a infecção. Com mais de dez cargos ministeriais no currículo, Kivejinja era um dos mais antigos do governo de Museveni, que está há 34 anos no poder.

Em Uganda, quatro parlamentares morrem de Covid-19 em menos de um mês
Ali Kirunda Kivejinja, segundo vice-primeiro-ministro de Uganda, em Kambala, 2019 (Foto: Facebook/Ali Kirunda Kivejinja)

O país de 43 milhões de habitantes é um dos mais afetados pela pandemia no continente africano. Já são mais de 30,7 mil casos confirmados e 230 óbitos em decorrência da doença.

O governo argumenta que os recentes protestos pela renúncia de Museveni são os principais responsáveis pelo aumento das contaminações.

O país está mergulhado em protestos desde o início de novembro, quando um levante popular questionou a violência policial contra opositores, como o candidato à presidência Bobi Wine. Estima-se que mais de 50 pessoas já morreram nesses confrontos.

Uganda impôs diversos bloqueios para tentar conter o avanço da Covid-19. Apesar da reabertura gradual em setembro, o governo impôs um toque de recolher das 21h às 5h e uso de máscara obrigatório. As eleições presidenciais devem ocorrer em 14 de janeiro.