Mais de 80 milhões foram deslocados à força em 2020, aponta ONU

Relatório aponta que pandemia testou a proteção a refugiados e populações vulneráveis em todo o mundo
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Mais de 80 milhões de pessoas foram deslocadas à força em 2020, segundo balanço da Acnur (Agência das Nações Unidas para Refugiados).O alto número veio acompanhado de uma diminuição da proteção a refugiados em todo o mundo por conta da pandemia.

Já os pedidos de asilo diminuíram até um terço desde janeiro e reassentamento de refugiados caiu pela metade.

A condição dos lares para idosos, orfanatos, campos de refugiados e prisões mostra o tratamento dado aos mais vulneráveis, disse a alta comissária da ONU (Organização das Nações Unidas), Michelle Bachelet.

Mais de 80 milhões foram deslocados à força em 2020, aponta ONU
Refugiados em trânsito no Níger, em maio de 2018 (Foto: Unicef/Ashley Gilbertson)

“A pandemia expôs todas as falhas de investimento na construção de sociedades justas e só mostra a fraqueza dos sistemas que não colocam a defesa dos direitos humanos como foco”, afirmou a chilena.

Segundo os dados da ONU, 45,7 milhões de deslocados moveram-se para o interior dos próprios países, enquanto 29,6 milhões saíram de sua nação natal. Pelo menos 4,2 milhões aguardam por asilo – número proporcional a toda população do estado brasileiro do Amazonas.

Fronteiras fechadas

No pico do primeiro surto, em abril, 168 países fecharam suas fronteiras total ou parcialmente. Pelo menos 90 dificultaram a concessão de asilo, listou a ONU. Desde então, contudo, 111 nações retomaram o sistema pr-pandemia.

As viagens de reassentamento também foram em grande medida suspensas e apenas 17,4 mil refugiados foram reassentados de janeiro a julho. O número não chega à metade do registrado em 2019.

A ONU estima ainda que 79 países possuem 7,2 milhões de apátridas em seus territórios. Os países com maior número de deslocados forçados são a Síria, República Democrática do Congo, Moçambique, Somália e Iêmen.

Em comum, todos registram conflitos ou escalada de violência e dificuldade de acesso a ajuda humanitária.

Tags: