Sérvia suspende exercícios militares em Belarus após pressão da UE

UE pediu isenção das forças sérvias em troca de "futuro na Europa", diz ministro; afastamento dura seis meses
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Por pressão da UE (União Europeia), o governo da Sérvia decidiu suspender todos os exercícios militares no exterior, informou a emissora norte-americana Radio Free Europe na quarta (9).

A decisão veio um dia antes de o país enviar suas forças a Belarus, que vive intensos protestos após a sexta reeleição do presidente Alexsander Lukashenko. O pleito é contestado dentro e fora do território belarusso.

“A UE nos pediu para deixar o exercício planejado com Belarus ou arriscar perder o nosso futuro europeu”, disse o ministro da Defesa sérvio, Aleksandar Vulin.

Sérvia suspende exercícios militares na Belarus após pressão da UE
Exército em treinamento na vila de Vojska, na Sérvia, em outubro de 2017 (Foto: Flickr/Balkan Photos)

Com o afastamento, a Sérvia não participará de exercícios militares com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Rússia, a China ou qualquer parceiro internacional durante seis meses.

“Nossa participação em operações de paz será considerada com cuidado e, se necessário, suspensa”, reiterou Vulin. A decisão, segundo o ministro, é preservar a posição de neutralidade militar da Sérvia.

Em Belarus, as forças sérvias se juntariam à Fraternidade Eslava junto dos exércitos de Minsk e Moscou. O campo de treinamento fica próximo a cidade belarussa de Brest.

Na repreensão violenta aos protestos contra Lukashenko, autoridades bloquearam sites e expulsaram jornalistas de Belarus. A pressão do governo aumentou desde o início das manifestações, deflagradas após a eleição, no último dia 9 de agosto.

Minsk e Belgrado têm boa relação, mas o governo sérvio assinou documento com UE e EUA, no qual afirma que a eleição do país não ocorreu de forma livre ou justa e condena as agressões aos manifestantes.

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