Ciclone tropical Gati atinge mais de 180 mil na Somália e aprofunda crise

Tempestade foi a maior já registrada no país e acentua caos político e econômico; 42 mil tiveram de se deslocar
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Mais de 180 mil pessoas foram afetadas pelo ciclone tropical Gati, que atingiu a Somália no domingo (22). O país do Chifre da África enfrentou ventos de 130 a 140 km/h – o equivalente a um furacão de categoria 2.

Até a manhã desta quarta-feira (25), a agência humanitária da ONU (Organização das Nações Unidas) na Somália registrou o deslocamento de 42 mil cidadãos, disse a BBC.

O estado mais afetado foi o de Puntland, no nordeste do país. A cidade costeira de Bossaso registra o maior número de desabrigados. Autoridades apontam que a tempestade é a mais forte já registrada no país de 15 milhões de habitantes.

O temporal ocasionou enchentes em diversas estradas da região. Com as rotas bloqueadas, há dificuldade para acessar milhares de vítimas do ciclone.

Ciclone tropical Gati atinge mais de 180 mil na Somália
Cidade costeira de Bossaso, ao nordeste da Somália, foi a mais atingida pelo ciclone tropical Gati em novembro de 2020 (Foto: Twitter/ Mohamed Dek Abdalla)

A tempestade se une à já acentuada crise vivida no país. Com um sistema eleitoral pautado em delegados especiais e legisladores, a Somália vive sobre constantes ataques do grupo al-Shabaab, filiado à Al-Qaeda.

Apenas parte do território está sob o comando do presidente Mohamed Abdullahi Mohamed.

Para tentar resolver a questão, o país estabeleceu o objetivo de realizar uma eleição nacional no início de 2021. Caso o plano se concretize, essa seria a primeira eleição completamente democrática no país desde 1969.

Na segunda-feira (23) a ONU exortou as autoridades a persistirem no acordo. Apesar do modelo de votação não ser o ideal, o representante especial da Missão da ONU na Somália, James Swan, reconheceu o esforço para um “amplo consenso político” no país.

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