Quênia lança nova estratégia de combate a terrorismo do Al-Shabaab

Membros da organização terrorista circulam por comunidades do interior do Quênia para recrutar jovens

O governo do Quênia reorganizou sua estratégia de combate ao avanço do terrorismo no país, informou a emissora local KBC na quarta (17). O grupo jihadista somali Al-Shabaab, que opera no território queniano, é um dos alvos principais.

Uma unidade das forças de segurança do Quênia já iniciou o treinamento de policiais para operações de contraterrorismo. O governo espera unificar essa equipe especializada com o serviço de polícia nacional e com outras agências no país, disse o general Harun Rashid.

“O terrorismo continua sendo uma grande ameaça”, disse o vice-governador de Kilifi, Gideon Saburi. Segundo a autoridade, os mais jovens são “vítimas fáceis” dos recrutadores. Radicalizados, eles se espalham ao longo da costa em busca de novos membros.

Autoridades apontam que membros da organização extremista islâmica residem em comunidades do interior do país. A maior incidência está nos condados de Kilifi, Kwale e Mombasa.

Quênia lança nova estratégia de combate a terrorismo do Al-Shabaab
Forças de defesa do Quênia atuam no resgate de reféns do Al-Shabaab na capital do Sudão do Sul, Juba, em maio de 2014 (Foto: Amison/Ramadan Mohamed)

“Nossos agentes de segurança aprenderam lições críticas desde o início da guerra contra os militantes do Al-Shabaab, há dez anos”, pontuou. Segundo ele, a insegurança na região litorânea já afeta o setor do turismo – o principal motor da economia do país.

Tido como o braço violento da vertente radical sunita salafista no Chifre da África, o Al-Shabaab é o grupo terrorista dominante na Somália, no Quênia e na Tanzânia desde 2012, quando se aliou à Al-Qaeda e obteve seus maiores avanços.

A maioria de seus cerca de sete mil integrantes recebeu treinamento no Afeganistão e no Iraque. A corrupção e precariedade da estrutura policial no Quênia impedem o combate efetivo do grupo armado.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.

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