China e Japão debaterão influência de Beijing em encontro de chanceleres

Aliado aos EUA, Japão tem a China como importante parceiro comercial; potências buscam restabelecer contato comercial
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A crescente influência da China e os impactos deixados pela pandemia na economia asiática estarão no centro das discussões na visita oficial chinesa ao Japão entre esta terça (24) e quarta (25).

De acordo com a Associated Press, o ministro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, deve se encontrar com o homólogo japonês, Toshimitsu Motegi. O objetivo é discutir a retomada das viagens de negócios e de turismo entre as duas potências nos próximos meses.

“Existem várias questões preocupantes entre o Japão e a China”, disse Motegi. “Espero trocar opiniões sobre questões regionais, expansão global na pandemia e outras questões internacionais de forma franca”.

A visita deve ocorrer em um momento sensível entre os países vizinhos. Na terça (17), o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, entrou em contato com o premiê japonês, Yoshihide Suga, para intensificar uma parceria militar entre as duas nações.

Morrison argumentou que a intenção de “promover a paz e estabilidade” à região do Indo-Pacífico como um contraponto à ascensão chinesa.

Crescente influência da China entra em pauta no Japão em visita oficial
O ministro de Relações Exteriores do Japão, Toshimitsu Motegi, em reunião com o representante da Agência de Armas Atômicas das Nações Unidas, na capital japonesa, Tóquio, em dezembro de 2013 (Foto: IAEA/Greg Webb)

Cresce a tensão na Ásia

A Austrália sofre sanções de Beijing no comércio desde que Morrison sugeriu uma investigação independente sobre a origem da Covid-19 na China.

Alinhados aos EUA e Índia, Tóquio e Camberra tentam atrair a cooperação de países do sudeste da Ásia – movimento contestado por Beijing.

Apesar disso, as relações entre China e Japão, que já foram tensas por disputas territoriais em tempos de guerra, estão “estáveis”. A avaliação é do porta-voz do governo chinês, Zhao Lijian.

Mesmo aliado aos EUA, o Japão tem a China como uma importante parceira comercial e tenta se equilibrar entre as duas potências em disputa. Depois do Japão, Wang deve visitar a Coreia do Sul.

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