Navio iemenita pode causar acidente quatro vezes maior que Exxon Valdez

Embarcação está sob controle houthi na costa do Iêmen desde 2015; rebeldes concordaram com inspeção do local
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

O petroleiro Safer, do Iêmen, corre o risco de derramar cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo bruto, alertou a ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quarta (15). A quantidade é quatro vezes superior à do notório desastre com o Exxon Valdez, no Alasca, em 1989.

A embarcação, de propriedade do governo do Iêmen, é controlada por rebeldes houthis no Mar Vermelho desde 2015.

Segundo a ONU, houve um vazamento no navio de 1974 em maio. A casa de máquinas foi inundada e ameaça desestabilizar a embarcação.

Se o vazamento acontecer, especialistas afirmam que 100% da pesca no Iêmen será afetada em questão de dias. O acidente levaria ainda ao fechamento do porto de Al Houdeidah, quadruplicando os preços dos combustíveis e dobrando o de alimentos.

A situação agravaria o já devastado cenário econômico no Iêmen, mergulhado em guerra civil desde 2015. O país é um mais pobres do mundo árabe e quase 80% da população depende de ajuda humanitária.

O estrago ainda se estenderia para a costa dos países africanos de Djibuti e Eritréia e para a Arábia Saudita. A região é passagem de mais de 200 mil navios e para a pesca de frutos do mar.

Navio iemenita pode derramar 1,1 milhão de barris de petróleo no Mar Vermelho
Equipe da ONU na cidade portuária de Hudaydah, perto do local onde se encontra o petroleiro FSO Safer (Foto: UNMHA/Reprodução)

Pedido de ajuda

A organização pede ajuda internacional, já que o Iêmen e seus vizinhos não tem condições de administrar e mitigar as consequências de um derramamento de grande magnitude.

O Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) afirma ser necessária uma avaliação do plano apresentado pela Organização Regional para a Conservação do Meio Ambiente no Mar Vermelho e Golfo de Áden.

Na semana passada, os houthis concordaram com a realização de uma missão da ONU no petroleiro. No ano passado, porém, um acordo semelhante foi desfeito uma noite antes da chegada da organização no local.

Tags: