Com fome, mais de 7 milhões dependem de ajuda humanitária na região do Sahel

Conflitos na região impedem que ajuda humanitária alcance necessitados, aponta ONU, que pediu ajuda
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

O avanço da violência na região do Sahel, na África, já deixou 7,4 milhões na miséria e em total dependência de ajuda humanitária.

Ao mesmo tempo, a insegurança dificulta o acesso das organizações aos mais necessitados, alertou a ONU (Organização das Nações Unidas).

Na segunda (19) o Programa Mundial de Alimentos pediu a lideranças da região que abram corredores seguros para que o auxílio chegue até as populações mais afetadas de Burkina Faso, Mali e Níger. Os três países estão localizados entre o deserto do Saara e as terras úmidas do centro-sul africano.

A situação está chegando a um ponto de ruptura, apontou o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta terça (20), durante a Conferência Ministerial de Alto Nível sobre o Sahel Central, em Copenhague.

Com fome, mais de 7 milhões dependem de ajuda humanitária na região do Sahel
Refugiado espera ajuda na área conhecida como “Gueto” de Agadez, no Níger, em maio de 2018 (Foto: UN Photo/Ashley Gilbertson)

Guterres pediu ajuda da UE (União Europeia) para arrecadar US$ 2,4 bilhões. O objetivo é cobrir os prejuízos e dar assistência à região até dezembro de 2021.

A ONU estima que, só em Burkina Faso, mais de 10 mil pessoas estão à beira da morte por fome após terem ficado ilhadas pela violência. O país tem o maior número de deslocados da região do Sahel, que vive uma onda de ataques desde o início de 2020.

No Mali, estima-se que mais de 288 mil pessoas tenham migrado e, no Níger, 265 mil. Em 2018, a onda de deslocamento na região mantinha-se em uma média de 70 mil. Hoje são mais de 1,6 milhão de deslocados.

Tags: